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<myVisitorsMap ⁄>A Função Pública vai ter um aumento salarial de 2,9 por cento no próximo ano, anunciou ontem o ministro das Finanças durante a apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2009. Teixeira dos Santos destacou que esta subida permite um "ganho real" porque ficará acima dos 2,5 por cento previstos para a inflação e garantiu que o facto de surgir em ano de eleições é "mera coincidência".
O governante sublinhou que o Governo 'tem exigido muito aos trabalhadores da Função Pública' e que, se 'tem agora capacidade para retribuir o esforço, é isso que tem de ser feito com esta actualização salarial no próximo ano'. Teixeira dos Santos frisou que isto não está relacionado com as eleições e que o aumento não seria possível se o défice não tivesse sido controlado.
Ainda assim, o aumento fica aquém das reivindicações dos sindicatos que tinham pedido actualizações entre os 3,5% e os 5%, de modo a permitir que a Função Pública recuperasse algum do poder de compra que tem vindo a perder.
Desde 2005 que os funcionários estão a perder em média um por cento do poder de compra por ano, de acordo com as contas dos sindicatos e 2008 não foi excepção. O aumento salarial foi de 2,1 %, quando a última previsão governamental para a inflação se situa nos 2,6%.
Ainda no que se refere à Função Pública, no próximo ano, o Governo irá avançar com a revisão das carreiras especiais do Estado - médicos, professores do Ensino Superior, militares e diplomatas - que já estava prevista para o ano em curso.
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